Compasso

o contra-pé do compasso
Passa o tempo e eu mesmo passo
Sem oriente, sem orientação
Sem calor, motivo ou razão

Passo no compasso marcado no acaso
Por acaso passo, me levanto e meio parco
Surge o dia no horizonte
Vindo de leste e em oeste se põe

Não sei que faço, já não por cansaço
Mas esse passo, no acaso e no tempo e espaço
Nessa distância percorrida por dias e quilômetros
Gravados nas estrelas como um quadro astronômico

Não sei o que sei
Se fiz não lembro
Já estamos em setembro
E não fiz nada de minha vida

Cada dia que passa
Passa mais um dia
Cada hora que vai não volta
E eu espero que ela bata em minha porta

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